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sábado, 8 de setembro de 2012

PLANTAS DE BAIXA INFLAMABILIDADE

PROJETOS DE PROTEÇÃO CONTRA INCENDIOS FLORESTAIS
COM PLANTAS DE BAIXA INFLAMABILIDADE E Zoneamento ANTI-PROPAGAÇÃO



Plantas com potencial produtivo, tolerantes a seca e sem desfolha no Inverno, com alta enervação das folhas, rápido desenvolvimento mesmo em situação de clima seco drástico, são indicadas para aceiros verdes. Áreas protegidas necessitam de alternativas mais eficazes na prevenção de Incêndios Florestais, evitando muitas graves consequências dos Incêndios Florestais. Isso ajuda na sucessão ecológica e na  produção da estrutura vegetacional capaz de oferecer de todos os serviços ambientais que necessitamos. Dessa forma, barreiras verdes podem contribuir para evitar ou retardar a propagação do Fogo.

Levantamento de plantas de baixa inflamabilidade em áreas queimadas de não Cerrado Distrito Federal
Fotos do Levantamento com Diversas Espécies  (clique ai)  Faça uma solicitação nos comentários pondo seu e-mail que compartilho o álbum com você .
                    Muitas pessoas, atraídas pelo contato com a Natureza, querem estabelecer suas residências o mais próximo possível de áreas florestais. Instituições preferem ou precisam se instalar próximas a ambientes naturais e ricos em vegetação. Com isso, estão muito próximas de combustíveis florestais que podem ser consumidos por incêndios vindo a afetar suas estruturas e a saúde dos ocupantes. Daí a necessidade de um paisagismo protetivo que concilie a segurança contra incêndios e a proximidade com a beleza cênica de ambientes naturais. Além da prevenção contra as fontes de natureza humana, ocorrem incêndios provenientes de outras fontes, como os raios que são muito frequentes no Brasil.
O manejo do combustível então pode efetivar-se por meio da silvicultura preventiva e disposição de fontes de água. Essa silvicultura modifica o combustível dificultando uma propagação do fogo. Para matas de galeria ou ciliares que apresentam alta umidade, mantêm-se a vegetação nativa, e retira-se o combustível morto. Esse manejo pode aproveitar os subprodutos florestais, por exemplo, na geração de energia de biomassa ou mesmo adubação do solo.
Em áreas de cerrado, uma estratégia é construir aceiros e evitar a alta dominância de poucas espécies, principalmente gramíneas, criando um mosaico de inflamabilidade. As fitofisionomias mais abertas são onde se concentram uma maior densidade de gramíneas consideradas de alta inflamabilidade e maior velocidade de propagação. Como fitofisionomias como uma mata de galeria tem uma ocorrência menor incêndios, são cercadas por fisionomias mais abertas, e tem área de ocorrência menor. Portanto, o cerrado stricto sensu e os campos são onde ocorre a maioria dos incêndios florestais de maiores proporções.
O estudo da inflamabilidade das espécies nativas pode apontar estratégias alternativas para contenção dos incêndios florestais no cerrado de um modo diminuir os danos ecológicos e sociais. Nesse sentido, os aceiros (corta-fogo) podem ser estabelecidos por meio de vegetação natural, faixas de vegetação queimada, desmatadas ou mineralizadas, estradas, canais. As plantas de baixa inflamabilidade integram uma silvicultura preventiva, que se baseia principalmente no princípio da descontinuidade e diversificação dos combustíveis, de modo a dificultar uma propagação do fogo.
O plano de proteção contra incêndios desenvolve a planificação e integração de todos os tipos de prevenção e proteção anualmente. Os aceiros verdes contribuem sobremaneira com a preservação do solo, mantendo a cobertura vegetal o os processos ecológicos relacionados. Essa técnica, evita a exposição do solo estável e sem erosões com seus nutrientes e microbiota, mantém a infiltração da água da chuva, constituindo-se ainda como corredor ecológico.
O manejo da paisagem e dos combustíveis florestais pode contribuir sobremaneira para gestão dos incêndios florestais no bioma cerrado. Associadas aos aceiros tradicionais, estas plantas poderão ser utilizadas na proteção aos incêndios florestais em áreas de restauração, em casas na interface do urbano florestal, em unidades de conservação. Ou seja, as plantas de baixa inflamabilidade se configuram como uma estratégia a mais na proteção contra incêndios florestais em qualquer estrutura ou sistema que se queira proteger.
Nos aceiros verdes, as plantas de baixa inflamabilidade poderão ter uma perda considerável de folhas na estação chuvosa. Uma serapilheira da barreira verde deve ter uma deterioração breve, não contribuindo para propagação na estação seca. O sombreamento deve levar a uma baixa densidade de ervas invasoras. Depois de instalado e estabelecido, transcorridos alguns anos, serão comprovadas as propriedades de contenção da propagação de incêndios.




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